Esporte no Mega Drive: Os Grandes Jogos

Visitem o novo site da Comunidade Mega Drive e vejam essa postagem, dentre outras muitas inéditas, por lá:

http://www.comunidademegadrive.com.br

Enquanto shooters obscuros atingem preços que chegam a casa de centenas de reais em sites como o Mercado Livre, os jogos de esporte sofrem com o ostracismo. Todos eles são vendidos por preços irrisórios ou incluídos em lotes para que seus vendedores possam se livrar dessas bombas. Ninguém mais quer entrar nos estádios de 16 bits. De certo modo, é algo compreensível, pois esse é o gênero que mais evolui com o avanço da tecnologia. Quem tem acesso às últimas edições de NBAs e FIFAs para os atuais consoles nem cogita voltar ao velho Mega Drive.

FIFA Soccer '95

Porém, nem tudo é lixo. Esse artigo mostrará quais jogos ainda valem a pena de se ter em uma coleção e “tirar uns contras” com os amigos. Como os títulos esportivos foram um dos principais responsáveis pelo sucesso inicial do Sega Genesis nos Estados Unidos, deve existir algo que valha a pena. Então, vamos lá.

Os grandes jogos

NBA JAM

NBA JAM (Acclaim, 1993)

Boom-shaka-laka! NBA JAM foi um grande sucesso nas casas de fliperama na época de seu lançamento, em 1993. Por algum tempo, chegou a rivalizar até com os jogos de luta, grandes vedetes dos Arcades naquele período. Afinal, ele não é um basquete comum: seus times são formados apenas por duplas e as faltas não existem.  E o melhor: os jogadores podem arremessar bolas de fogo, quebrar o quadro e voar em enterradas que começam antes do garrafão. São vários absurdos que, além de oferecer um extra em diversão, ainda coroam personagens da “Era de Ouro da NBA”.

Infelizmente, alguns dos principais nomes do esporte não estão presentes, por conta de contratos de licenciamento. NBA JAM não possui Michael Jordan, Charles Barkley e Shaquille O’Neal, por exemplo (os dois últimos aparecem em algumas revisões mais antigas do cartucho). De modo algum, porém, isso inviabiliza a brincadeira. Scottie Pippen é um verdadeiro fenômeno na versão virtual dos Chicago Bulls.

O jogo é altamente configurável e, embora a versão para Mega Drive pareça pobre em comparação com o Arcade, oferece o que havia de melhor em gráficos e sons nos idos de 1993. A continuação, Tournament Edition, possui elementos extras e é uma boa opção para aqueles que não têm o primeiro.

Super Volleyball

Super Volleyball (V-System, 1991)

O voleibol brasileiro passava por sua primeira grande era na época em que esse jogo foi lançado. A “Geração de Ouro” de 1992 pode não ser tão impactante como os times comandados por Bernardinho na década de 2000. Porém, muito da popularização desse esporte se deve a ela.

Super Volleyball veio para saciar os desejos dos novos fãs do esporte. Inicialmente, esse título causa estranheza, pois a visão é lateral, sem qualquer tipo de perspectiva. Ou seja, vários jogadores ficam esprimidos em uma quadra unidimensional. Entretanto, essa limitação permite que a jogabilidade flua espantosamente bem.

Além das cortadas, bloqueios e recepções comuns ao esporte, Super Volleyball também possui seus efeitos especiais: um saque-relâmpago que ficou lendário em tempos onde havia pouco acesso à informação e, na maioria das vezes, seus comandos eram acionados por acidente. A diversão é garantida, principalmente em duelos entre dois jogadores.

O jogo fez relativo sucesso e ganhou continuações no Super Nintendo (Hyper V-Ball) e no Neo Geo (Power Spikes 2). Ambas são recomendadíssimas.

A série Mutant League

Mutant League Football (Electronic Arts, 1993)

Nos anos 90, o mundo dos videogames era bem mais ingênuo que nos tempos atuais, tomados por questões corporativas e judiciais. A Electronic Arts podia usar as engines de dois de seus jogos de maior sucesso, NHL e Madden NFL, e substituir seus jogadores por times formados por mutantes, esqueletos, monstros e afins. Isso tudo sem gerar qualquer tipo de polêmica com os organizadores dos esportes. Assim nascia a série Mutant League, que gerou versões baseadas no futebol americano e no hóquei.

Mutant League Football foi o primeiro jogo a ser lançado e mereceu relativo destaque na época de seu lançamento. O título era, praticamente, um “Rock’n Roll Racing do futebol americano”. Personagens radicais podiam utilizar diversos comandos especiais diferentes para derrotar seus adversários. Os campos são um show à parte: possuem vários obstáculos e tanto ajudam quanto atrapalham na hora de converter pontos e touchdowns.

Há vários times diferentes, cada um com suas características próprias e formados por “raças” distintas. A porrada rola solta: banhos de sangue e decapitações de braços e pernas não são incomuns. Tudo, no entanto, rola de forma bem cartunesca e garante boas risadas. Até mesmo quem se entedia com os Maddens da vida pode acabar se apaixonando por esse jogo.

Mutant League Hockey (Electronic Arts, 1993)

Uma versão baseada no hóquei, Mutant League Hockey, foi lançada algum tempo depois. Ela é um pouco mais difícil de encontrar que a anterior, mas é tão divertida quanto. Todas as características fantásticas da versão para futebol americano foram transpostas e suas partidas  são bem disputadas, com vários elementos interessantes. Não se assuste caso um buraco se abra debaixo de seu jogador momentos antes da tacada da vitória. São coisas que acontecem no universo dessa série.

A popularidade dos monstrengos era tão grande que até mesmo um desenho animado protagonizado por eles foi criado – e chegou a ser exibido por essas terras em meados dos anos 90. Vale a pena.

International Super Star Soccer Deluxe

International Superstar Soccer Deluxe (Konami, 1996)

Se havia um cartucho que conseguia ser mais popular, nas locadoras da vida, que as diversas versões de Street Fighter e Mortal Kombat, esse era International Superstar Soccer Deluxe. Originalmente desenvolvido pela Konami para o Super Nintendo, o jogo fez com que vários seguistas fanáticos considerassem “virar a casaca” para curtir o melhor futebol existente em consoles de 16 bits.

Não tardou muito, porém, para que o jogo fosse convertido para o Mega Drive. Em 1996, o port desenvolvido pela Factor 5, empresa alemã responsável por Turrican e Rogue Squadron, chegava às lojas no Brasil e na Europa.

Para quem estava acostumado com jogadores pequenos, idênticos e sem qualquer detalhe, International Super Star Soccer Deluxe causou espanto: seus gráficos são de altíssima qualidade. As camisas têm números nas costas, modelos específicos para cada seleção e os jogadores são reconhecíveis. Apesar de seus nomes serem fictícios (Allejo, Galfano, Corriero), é possível saber em quem foram baseados. Cannigia, Batistuta, Roberto Baggio, Ravanelli: todos estão ali, apesar de não serem chamados assim pelo jogo.

A jogabilidade é outro show à parte. Embora ela seja bastante “Arcade” para os padrões atuais, era extremamente realista na época. Dribles, cabeceios, chutes e lançamentos não são tão diferentes daquilo que acontece nos gramados reais. O “futebol pingue-pongue” dos FIFAs, baseado em tiros de longa distância e lançamentos impossíveis, dá lugar a uma ação mais cadenciada e disputada. A coisa vai além de passes e chutes: há vários comandos disponíveis e o controle de 6 botões é praticamente obrigatório para quem queira dominar essa versão virtual do esporte bretão.

Diferentes estádios, opções táticas variadas, modos de jogo que variam da maratona da World Series, com mais de 30 jogos, até o Scenario, que te dá a missão de virar partidas perdidas faltando poucos minutos pro final: International Super Star Soccer é um must-have para qualquer futebolista que se preze.

A extrema popularidade desse jogo tornou a Konami em referência no assunto. Seu Winning Eleven (Pro Evolution Soccer) foi, por mais de uma década, o que havia de melhor em se tratando de futebol. A EA comeu poeira por muitos anos até, finalmente, acertar com seu FIFA em 2008.

Tecmo Super Bowl

Tecmo Super Bowl (Tecmo, 1993)

O futebol americano está longe de ser popular por essas bandas. Uma das maneiras mais acessíveis para se aprender as regras básicas desse esporte e se divertir com ele é por intermédio desse clássico da Tecmo.

Originalmente criado para o NES, a conversão para Mega Drive não apresenta gráficos e animações muito superiores aos do console da Nintendo. Ou seja, não espere nada no nível de Joe Montana Football e Madden NFL.

Entretanto, a jogabilidade é simples e viciante. Cada acontecimento é retratado por uma cutscene, que confere personalidade ao jogo e rende pontos no quesito apresentação. Times e jogadores reais, coisa incomum nos jogos de esporte do início dos anos 90, são outro chamariz de Tecmo Super Bowl.

Esse título pode não ser muito conhecido por aqui, mas ele representa tanto para os americanos quanto International Super Star Soccer para nós. Lá, Tecmo Super Bowl é um clássico absoluto, lembrado por todos acima dos 20 anos pelas rivalidades criadas em intensas partidas disputadas nos intervalos das aulas e nas festas em família.

Ganhou duas continuações para o Mega Drive, que melhoraram ainda mais o que já existia no jogo original. Recomendo, particularmente, o II.

World Series Baseball

World Series Baseball (SEGA, 1993)

A maioria de nós, brasileiros, se pergunta o que os americanos tanto veem nesse esporte. A falta de um objetivo claro como um gol ou uma cesta torna o entendimento das regras do beisebol ainda mais confuso. Como se marcam um ponto? O que eu tenho de fazer nessa “bagaça”?

Quem deseja conhecer um pouco mais sobre essa modalidade por intermédio do Mega Drive terá em World Series Baseball sua parada obrigatória. Baseado na liga americana, MLB, o jogo possui gráficos espetaculares para a época que foi lançado, além de uma jogabilidade bastante fluida.

A ambientação também merece nota 10: a SEGA fez o possível para retratar o que acontece nos estádios usando o hardware do Mega Drive. Embora o console possua bons jogos no gênero (Tony LaRussa Baseball e Triple Play 96), nenhum deles se compara a World Series Baseball.

Como qualquer jogo de sucesso, continuações foram produzidas. A mais recomendada delas é a 95. Caso tenha acesso a um 32X, melhor ainda. As cores, recursos e detalhes extras nos gráficos fazem essa aquisição valer a pena.

Rugby World Cup ‘95

Rugby World Cup 1995 (EA Sports, 1995)

O Rugby é outra modalidade um tanto desconhecida aqui no Brasil. E isso é até estranho, pois o esporte costuma ser popular em vários países onde o futebol é o primeiro esporte: Argentina, França e Inglaterra têm ótimas seleções. Os times mais tradicionais, porém, são Austrália, África do Sul e Nova Zelândia. São exatamente esses últimos que você deve escolher caso queira sobreviver em Rugby World Cup.

À primeira vista, muitos reconhecerão o desenho do campo e dos jogadores. Aparentemente, o jogo foi construído sobre uma engine modificada de FIFA Soccer. Tanto que ambos partilham de alguns elementos gráficos em comum, além de possuírem a mesma visão em perspectiva isométrica.

A jogabilidade, porém, é bem diferente. Rugby World Cup consegue passar uma boa ideia do dinamismo do esporte. Os passes, scrimmages, mauls e tries estão todos lá. Os comandos são acessíveis e se você tiver uma ideia das regras do esporte, conseguirá “pegar o jeito” com muita facilidade.

Essa é uma boa oportunidade de conhecer um esporte que está em franco crescimento no mundo todo. O 3º torneio mais importante do mundo é, justamente, o representado nesse jogo: a Copa do Mundo de Rugby. Ela só perde em importância para as Olimpíadas e o Mundial de Futebol. Por sinal, a competição acontecerá entre setembro e outubro desse ano no país do rugby: a Nova Zelândia. Não deixe de conferi-la na ESPN.

NHL 94

NHL '94 (EA Sports, 1993)

O hóquei no gelo é o esporte mais popular em países como o Canadá, a Finlândia e a Suécia. Por motivos óbvios, não possui tanta exposição em um país tropical como o Brasil. Não existe, sequer, um rinque oficial no país.

NHL 94 é a melhor pedida para quem deseja explorar as emoções do hóquei no Mega Drive. A versão para SEGA CD é ainda melhor. Ambas ainda gozam de relativa popularidade entre os retrogamers da América do Norte e torneios desse jogo ainda são disputados hoje em dia.

Os comandos simples e o objetivo claro (quem marcar mais gols vence) tornam esse título bastante acessível até para quem não conhece o esporte. Em pouco tempo, ganha-se noção de regras como o Icing, os Face-offs e os Off-sides (impedimentos).

O jogo possui seus revezes: não possui licença de nomes dos jogadores (todos são representados por seus números) nem um modo temporada (season). Porém, quando o assunto é aquilo que se passa dentro da quadra, NHL 94 mostra seus prós e é a melhor edição, certamente, da série para o console de 16 bits da SEGA.

EA Sports – Escolhendo o jogo certo

Além dos já citados NHL 94 e Rugby World Cup 95, a EA Sports possui séries esportivas baseadas no futebol (FIFA Soccer), futebol americano (Madden NFL), baseball (na época do Mega Drive, Tony LaRussa e Triple Play) e basquete (NBA Live). Como várias edições anuais são lançadas, existe muita discussão entre os fãs de qual delas é a melhor. Para suprir essa demanda, criei a lista abaixo:

  • FIFA Soccer ’95: Atualização do primeiro FIFA e o primeiro a incluir clubes de futebol (os brasileiros estão lá). A jogabilidade foi melhorada e não perdeu a simplicidade do primeiro como aconteceria nas versões subsequentes.
  • Madden NFL 95: Última edição da série antes da transição para os consoles de 32 bits. O jogo se destaca pelo conteúdo: há vários modos de jogo e é possível escolher até equipes clássicas. Considerado, por muitos, o título que definiu a franquia.
  • NBA Live ’96: Embora os jogos da série Lakers vs. Celtics sejam clássicos, eles envelheceram bem mal. NBA Live, com sua visão isométrica, possui toda a fluidez e velocidade de uma partida de basquete real. A inclusão de um modo de edição torna a edição de 96 mais recomendável que a de 95.
  • Triple Play Gold: Beisebol nunca foi a especialidade da EA. Embora não se compare a World Series Baseball, Triple Play é o que há de melhor na franquia para o Mega Drive.

SEGA Sports – A SEGA entra em campo

Os atletas virtuais do Mega Drive não viviam apenas dos títulos da EA. A SEGA também produziu vários jogos de qualidade nesse gênero. Veja abaixo o que há de melhor:

  • Greatest Heavyweights: Continuação de Evander Holyfield Real Deal Boxing, esse jogo de boxe é recomendadíssimo. Conta com a presença de oito lutadores lendários, apresentação fenomenal e usa bem as potencialidades do controle de 6 botões.
  • ATP Tour Tennis: Dentre os títulos de tênis para o Mega Drive, esse é o melhor. Destaca-se pela presença de atletas reais, todas as etapas do circuito mundial da época e um ótimo modo carreira.
  • NHL 94 Starring Joe Montana: O ápice da série. A jogabilidade não é tão boa quanto a de Madden nem memorável como em Tecmo Super Bowl. Porém, os gráficos possuem boa qualidade e o som é fenomenal. Não é todo dia que se vê um jogo com narração para um console de 16 bits.

Esse selo também possui uma franquia de basquete (NBA Action) e um dos piores jogos de futebol do Mega Drive (World Championship Soccer 2). Ambos não são recomendados.

Considerações Finais

Se você é fã de esportes e compreende as limitações técnicas do Mega Drive, não deixe de conferir seus jogos esportivos. Todos são vendidos a preços relativamente baixos e podem garantir horas de diversão. Além de servirem de introdução às regras básicas de esportes pouco populares por aqui como o beisebol e o rugby.

Muito do sucesso inicial do Mega Drive se deve às vendas de jogos que representam personalidades dos campos e das quadras como John Madden e Joe Montana. Num cenário em que esses títulos nunca fossem lançados, o console poderia ter sido um fracasso. Afinal, foi o mercado americano que tornou o 16 bits da SEGA atraente para os desenvolvedores e fez com que o videogame não fosse parar no mesmo limbo que seu outro concorrente, o bom PC Engine (Turbografx).

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6 comentários em “Esporte no Mega Drive: Os Grandes Jogos

  1. Certamente o Fifa International Soccer foi o jogo de futebol com o qual eu mais me diverti na vida.
    Altos gols com o Janco Tianno 😀

    Desde então me tornei um grande fã de FIFA

  2. Parabéns mesmo pela forma do texto, vocês estão caprichando – bom saber que meu console favorito 🙂 tem um site em nossa língua com tanto conteúdo detalhado assim.

    Interessante como Super Voleyball, que você muito bem comentou, mesmo não sendo isométrico, possui muita profundidade e permite jogadas emocionantes, com a sensação do esporte mesmo. Lembro de que bloquear era uma delícia, e fazer o saque “jornada nas estrelas” era uma diversão – a bola saía da tela…. Um jogo excêntrico, que muita gente perdeu – creio que seja um título único com essa abordagem não? (me referindo a qualquer plataforma).

    Outro detalhe nele era a ótima música… baixa, não intrusiva e que não atrapalhava. Jogos de esporte funcionam melhor sem música, mas seja quem for que compôs aquele teminha charmoso ali achou um caminho… ainda faço uma versão dela 🙂

    Grande abraço e continuem abrilhantando o nosso Mega Drive 🙂

  3. Supervolley ball é du cacete! Joguei até perder as contas deste que foi um dos poucos jogos de esporte que eu me dava bem… 😄

  4. NBA JAM pra mim é tão bom no Mega Drive quanto no Super Nintendo. O mesmo vai para Internacional Superstar Soccer Deluxe, o resto dos jogos nem me interesso em jogar, pois acho meio fracos e nem curto muito.

  5. NHL 94… até arrepiei aqui, melhor jogo de hockey de todos os tempos! Ninguém ganhava de mim com o Calgary Flames…hahaha

    Também gostava de Bulls vs Blazers. Apesar de “Lakers vs Celtics” ser mais clássico, acho esse com melhor jogabilidade.

    Agora, de fun factor, o NBA Jam e FIFA 95 eram ótimos!

    Jogo de esporte era com o Mega Drive mesmo, não tinha como comparar com os de SNES neste quesito.

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