Crack Down

Crack Down (c) 1990 Sega.

Historia

No início do século 21, um “Sistema de Vida Artificial” foi criado. Um líder maligno orienta-os em sua missão para conquistar o mundo. O Governo Federal emitiu uma ordem para os seus dois melhores agentes do Serviço Especial (Ben Breaker e Andy Attacker). Sua missão é destruir as instalações inimigas usando um novo tipo de bomba-relógio.

Os dois agente invadirão fabricas, laboratórios e cidades tomadas por esse sistema bio-mecânico e se utilizando de bombas-relógio, as plantaram em posições estratégicas de forma a aniquilar cada instalação dessa nova ordem mundial. E deverão fazer em um tempo escasso já que as bombas detonaram mesmo que eles ainda estejam escapando desses lugares.

Esse é um jogo que suporta 1 ou 2 players (Action Shoot-em-up) é exibido através de uma tela dividida visando os cenários por cima, dando a impressão do jogador estar num pequeno labirinto. O jogo foi inovador permitindo que 2 jogadores trabalham-se individualmente ou em equipe. A contagem regressiva e temporizadores aumentam a tensão durante o jogo. As bombas-relógio devem ser colocados em áreas marcadas com um ‘X’, enquanto metralhadoras e canhões podem ser recarregados por encontrar power-ups de munição que aparecem em cada nível. Se ficar sem munição, os jogadores devem executar socos e chutes para vencer os oponentes.

Gráficos

O jogo está abaixo da media se comparado ao fliperama. Esse jogo poderia ser considerado pior que muitos jogos. A SEGA tentou emplacar um jogo de grande sucesso nos ARCADES, porém, deixou de fora vários detalhes. A tela de apresentação do jogo não possui as mesmas animações em sua versão caseira. Fora que os mapas do jogos eram feios e lembravam jogos de 8-bits.

Mapas feios e gráficos sem vida, tentativa de repetir o sucesso nos consoles foi por água abaixo

Os detalhes dos inimigos não são mostrados no final de cada estagio e sim na tela a direita quando não havia um segundo jogador jogando. Os sinais de perigo que estão nos telhados e ainda estão no idioma japonês, mesmo nas versões Euro. A placa que você tem que atirar para baixo, a fim de fazer um caminho para a saída mostra uma imagem de Playdoc, enquanto no arcade tinha Prayboy. A censura, talvez?

Som

A musica do jogo não era toda ruim, trazia elementos semelhantes a musicas dos filmes a la “JAMES BOND” e esse era realmente o clima do jogo, mais os efeitos eram bem simples e repetitivos, tornando o jogo massante. A ação era frenética e isso combinava com a trilha. Curtam um pequeno gameplay do jogo e verifiquem por si mesmos como o áudio ajudava esse jogo a ficar melhor:

http://www.youtube.com/watch?v=jRYFRA6LYHY

Isso era algo que salvava o jogo, mais nem tanto, efeitos repetitivos tornavam o game redundante demais

Jogabilidade

O jogo até divertia, porém muitos elementos estavam faltando em relação ao ARCADE. O jogo só possuía um tipo de super bomba que limpava a tela quando ela estava abarrotada de inimigos. Era possível sentir em alguns momentos aquele famoso “LAG” ou melhor dizendo uma desaceleração em alguns momentos o que dificultava ainda mais a vida do jogador.

O jogo não era de todo ruim, mais muitas características negativas eram facilmente encontrados nesse titulo

Controle

Isso foi algo que a SEGA conseguiu com maestria, o jogo respondia bem aos comandos e o jogador podia se movimentar como um verdadeiro espião. Se esgueirando por paredes e chegando pela lateral dos inimigos e aplicando golpes fatais. Os comandos eram simples e o sistema de arma também. Mais alguns pequenos detalhes ficaram de fora, na versão ARCADE quando os personagens usavam a bazuca era possível vê-la por cima dos ombros dos agentes, na versão Mega Drive isso não acontecia.

Controles perfeitos para um jogo abaixo da média, um verdadeiro desperdício

Replay

O jogo é razoável e até vale a pena ser jogado mais de uma vez, mais recomendo que todos joguem a versão ARCADE, garanto que talvez vocês nunca mais queiram jogar novamente a versão caseira o que é uma pena, com um pouco mais de trabalho teríamos um jogo clássico para Mega Drive e teriamos fãs desse game até hoje.

Reparem na grande diferença entre as versões, havia muito mais detalhes na versão ARCADE

Curiosidades

Uma imagem do Flyer do System 24 da SEGA:

Há uma referência ao jogo de arcade “Shinobi”: o som ‘Hiyaaa’ que Ben e Andy fazem após detonar uma superbomba é o mesmo som que o som da magia de Shinobi. Além disso, 2 das 4 superbombs também aparecem em Shinobi. Olhe bem de perto, a bomba eletricity e o redemoinho com bomba foices homing podem ser encontradas nos ARCADE´s.

No final do ato cena 2-2, existe uma máquina que produz faíscas eléctricas. Em cima da máquina pode ser lido: “s-4635 system24″. Esta é uma referência para a placa de arcade, na qual esse jogo rodava.

Serie de jogos:

Crack Down (1989)

Crack Down (2007, novo jogo feito para o Xbox 360)

Saiu para:

Consoles

Sega Mega Drive (1990)

Nintendo Wii (2007, “Virtual Console” – versão MegaDrive)

Xbox 360 (2007)

Computadores

Amstrad CPC (1990)
Commodore C64 (1990)
Sinclair ZX Spectrum (1990)
Commodore Amiga (1990)
Atari ST (1990)
PC [MS-DOS, 5.25”] (1990)

Por Celso Affini

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por Daniel Gomes Postado em Reviews

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