O dia em que o Mega Drive chegou lá em casa

Em comemoração aos 23 anos do Mega Drive, comemorados hoje, publicamos uma matéria super especial com os depoimentos sobre como os editores do site Comunidade Mega Drive tiveram seu primeiro contato com o console, nos velhos e bons anos 90.

Loja da Mesbla em 1991: recheada de Masters e Megas

Loja da Mesbla em 1991: recheada de Masters e Megas

Celso Affini

O que falar nessa data tão especial, 23 anos hein?  Como explicar que mesmo com 2 décadas de vida, ele ainda está nas recordações de muitas pessoas? E, para mim, tudo começou nos Fliperamas lá no final dos anos 80 e começo dos 90. A SEGA era uma empresa que, nos Arcades, já deixava muitos moleques que cabulavam aulas de cabelo em pé. E eu já sonhava em ter um console da SEGA, pois já sabia da existência do Master System e muitos dos jogos dos Arcades estavam presentes, mais não pude comprar de imediato, pois era bem caro.

Mas, no final de 1991, depois de ficar sem ganhar nada em 89 e 90 para que meus pais pudessem juntar o dinheiro pro aparelho, eu me dirigi à Mesbla lá no Centro junto ao meu pai para comprar o famigerado Master System. Mas, ao chegar lá, a TEC TOY já tinha lançado também o Mega Drive. E fiquei sem saber o que fazer. Comprava o Master ou o Mega? Tinha jogos neles que eram idênticos a alguns de Arcade e que eu tinha acabado de conhecer nas minhas férias na Baixada Santista.

E meu pai, que deve ter sentido que eu fiquei em choque, virou e falou: ”Quer os dois?” Putz! Foi de matar. E ainda levei  5 cartuchos para cada console, as caixinhas de papelão e aquele cheiro de novo ao abri-los em casa. Dias felizes começaram e, claro, ficava mais tempo na locadora que nos fliperamas, mais ainda ia claro… hahaha. Bem, numa época em que vivia deslocado, sem amigos e com medo, o Mega Drive foi um amigo e tanto. Ele me levou a mundos que nunca imaginei e me tornou herói, piloto de caça, guerreiro e motoqueiro. Eu podia ser qualquer coisa e me sentia feliz por conseguir salvar mundos e realizar tarefas que eu nunca poderia fazer com meu corpo franzino.

E melhor, através dele conheci pessoas com os mesmos gostos, com mesmos sonhos e deixei de ser um cara introvertido e me tornei extrovertido. Parece que não, mas o videogame me ajudou muito nos dias em que eu estava só e sem esperança de dias melhores. Começou como fuga, virou vicio, se tornou hobby e hoje é paixão. Por isso que defendo e corro atrás de tudo que me faça estar próximo dos videogames que mudaram minha vida para melhor. Como eu disse, vídeo game é paixão, e Mega Drive é amor pra mim.

Parabéns MEGA DRIVE pelos 23 anos de constante alegria, me levando a mundos que a realidade crua nunca poderia ter me levado.

Mestre Chronos

Dia das crianças de 92 – eu não pensava em pedir um Mega.  Até acho estranho que nunca havia tido a vontade de pedir um videogame. E, nessa inocência, eu pedi 2 minigames para o meu pai. Antes da data, minha família foi até a falecida Mesbla e passamos uma tarde lá vendo o que tinha. Quando escolhi os minigames que eu queria, minha mãe me levou pra ver outros brinquedos enquanto “Meu pai via como pagar com o dono da loja”, e fui vendo livrinhos do Pense Bem.

Quando estávamos indo embora, pedi os minigames para o pai e ele dizia que só em casa poderia abrir. Só que eu não via uma caixa do tamanho dos minigames nos pacotes, e quando perguntei que caixona era aquela, me disseram que era uma boneca para minha irmã. Chegando em casa, seco pra jogar os minigames, eles me dão a caixona, abro e quase enfarto.

Foi um Mega Drive 2 com o Sonic. Nós só tínhamos uma TV na sala, e, no dia, eu levei meu colchão pra ela e dormi por lá jogando até dizer chega: foi a primeira madrugada que eu virei na vida. Só que não conseguia sair da Marble Zone.

Alissa “A Maga” Machado

Eu lembro até hoje de quando abri o embrulho do presente e ví meu Mega na caixa, lindão, pedindo pra ser instalado e jogado. Acho que foi o melhor presente de Natal da minha vida. Creio que eu tinha 9 anos. Eu montei o mega e fui jogar, feliz da vida. Com ele vieram vários jogos: Sonic 2, Chuck Rock, World of Illusion, Streets of Rage, Phelios, Olympic  Gold e Ultimate Qix. Não consegui virar a maioria deles na época, só o World of Illusion! heuehuheuuhe

Foi um verão regado a 16bits. Depois de cansar dos meus primeiros jogos, minha mãe me levou numa locadora de fitas na cidade onde eu morava na época, Taquara, e eu comecei a alugar de tudo. Ecco, Taz Mania, James Pond, Toejam & Earl, e por ai vai. Nunca mais largaria o Mega  até ficar mais velha, ganhar um PC e começar a jogar no computador, lá pelos 14 anos. Mas sempre que via o Mega, montava ele e ia jogar, e ele nunca me decepcionou em matéria de divertimento, nunca.

Rafa Malaman

Meu primeiro contato com o Mega Drive foi numa antiga locadora que existia no shopping center da minha cidade natal que permitia jogar por hora mediante o pagamento de um determinado valor. Não pude deixar de me encantar por Sonic 2, o principal lançamento da época.

E, para vocês verem como o marketing da Tec Toy era eficiente: alguns meses depois, eu me interessei por outra novidade deles – o Master System Super Compact. A tal ponto que enchi o saco do meu pai até que ele comprasse um para mim de Dia das Crianças em 1993.

Nada era melhor do que jogar o Sonic do Master a mais de 5 metros de distância da TV. Para quem estava acostumado com um Atari (o velho e bom Supergame da CCE), só aquilo já surpreendia demais. No entanto, passaram-se poucas horas até que o console começasse a falhar. Ele era movido a pilhas e não acompanhava um adaptador AC. O uso desse último, por sinal, tiraria boa parte da graça do console, que era a sua mobilidade. Meu pai chegou à conclusão de que era melhor trocá-lo por um videogame melhor.

Dois dias depois, lá estávamos nós na antiga filial das Lojas Americanas da minha cidade. E foi-me dada uma opção: o Mega Drive ou o Super Nintendo, então recém-lançado pela Playtronic no Brasil (ele era 10 mil cruzeiros reais mais caro, se não me falha a memória). Para mim, no entanto, a escolha era outra: Mario ou Sonic. Não tive dúvidas de qual era o mais legal, ainda mais quando vi que o Mega Drive II vinha acompanhado do cartucho Sonic the Hedgehog 2 (era um dos primeiros lotes com ele, pois o aviso estava num adesivo colado sobre a caixa).

O primeiro aparelho chegou em casa com defeito. E lá foi meu pai fazer uma terceira viagem até que o console estivesse instalado e funcionando direitinho na TV Mitsubishi de 20. Passei a semana toda jogando e esbarrando na barreira que era a Chemical Plant Act 2 e sua água roxa do inferno. Lembro-me bem da primeira vez que superei aquele obstáculo – poucos minutos depois, já estava na Mystical Cave.

As locadoras de vídeo logo se tornaram uma alternativa para que eu conseguisse mais jogos. Foi assim que joguei Streets of Rage 2, o primeiro cartucho que tive o prazer de ver a frase “The End” e Road Rash II. Até que o falecimento do velho Meguinha (ele não durou até hoje), passei horas com títulos como Ayrton Senna’s Super Monaco GP II, FIFA International Soccer, Aladdin, Super Volleyball, Gunstar Heroes, Golden Axe, World of Illusion, dentre muitos outros.

Daniel “Demonho” Gomes

No meu caso foi algo bem simples. O primeiro contato que eu tive com o console foi em 1992, quando meus primos ganharam um Mega Drive japonês com o detalhe de 16-bits gigante na sua fronte. Foi amor a primeira jogada, sem contar que foi com um amigo deles que eu tive o primeiro contato com o Super Nintendo no final deste mesmo ano com o maravilhoso Super Mario World, que continha, na época, Bare Knuckle (Streets of Rage), Sonic 1 e Pit Fighter, nunca antes na minha vida tinha jogado tanto um jogo como foi o Streets of Rage numa tarde.

Em 1993 foi então que eu ganhei o meu Mega Drive, tendo de me desfazer tristemente do Top Game VG-9000, da CCE – que era um clone do nintendinho que pegava tanto cartucho americano como japonês -, que veio com somente um controle e o jogo Sonic 1, que no meio do ano já estava tão craque nele, que finalizava-o em menos de 30 minutos, bons tempos. De lá até meados de 1997, fui adquirindo conhecimento sobre o console, babando feito um idiota pelos títulos que eu não podia obter – grana, principalmente -, ficar de olhos vidrados com o SEGA CD e, depois, com o 32X e, de pouco em pouco, conseguindo negociar empréstimos de cartuchos com amigos que eu tinha no colégio.

E foi nestas negociatas que eu tive o maior “lucro” e o maior “prejuízo“, numa bela tarde no Colégio Christus – yep, eu estudava no colégio que fez uma cagada agora no ENEM de 2011 -, estava querendo pegar alguns jogos de Mega com um amigo meu, mas veio um outro e disse que queria jogar Mega e falou que o trocaria, até o final do ano, com todos os meus cartuchos – estava com uns 10 na época – pelo Super Nintendo dele, uns 9 cartuchos, sendo um deles o Super GameBoy com 5 cartuchos. Feliz, fiz a troca até o final do ano… só que, então, nas férias do mesmo, o pai dele foi para África para nunca mais voltar e, assim, perdi o meu Mega Drive, mas ganhei um Super Nintendo!

Mas bons tempos…

Você

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3 comentários em “O dia em que o Mega Drive chegou lá em casa

  1. acho que a briga super nintendo vs sega foi o que marcou na época,,,, a sega junto com a tec toy era muito desejado pelos gamemaniacos da época!!!! saudades de alterede beast, sonic, shadow dancer….nunca tive um mega drive,,,jogava muito nas locadoras,,,seu preço na época era acessível para poucos….com o tempo varias pessoas foram adquirindo,,,mas eu jogava muito no master system mesmo…. muito bom relembrar essa imagem e matéria sobre o mega drive,,,valeu

  2. Tive meu primeiro Mega-drive (o 3) entre 1993/1994. Era o Mega 3, com Sonic 2. Foram vários anos de diversão, mas nunca tive grana para um Sega CD ou 32X.
    Em 1997 vendi (superfaturado) para compra o PS1. Mas sempre ficou aquele saudosismo. A alguns anos comecei minha coleção de consoles e ano passado realizei o sonho de criança: o Megazord dos consoles: Mega-drive 3, Sega CD e 32X, sem as caixas, mas bem conservado e com jogos. Estou aproveitando o máximo.

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