Quando muito não é o bastante!

Faço uma pergunta, quando foi que uma limitação de uma ferramenta limitou a capacidade do ser humano em criar? Eu fiquei impressionado assim por causa da seguinte afirmação de Matthew Karch, CEO da SABER Interective, nesta página.

“A próxima geração de consoles fará coisas fantásticas. Estamos limitados em relação ao o que podemos fazer em termos de jogos e isso vem principalmente do poder dos processadores. A melhor forma de ilustrar isso é como tivéssemos um pacote de Lego com 100 peças e outro com 1000 peças – você pode fazer muito mais com o segundo pacote. Você terá mais opções e mais blocos para fazer algo grande e formidável.

Se você pode gerar multidões dinâmicas fazendo coisas reais, você não pode fazer isso na atual geração de consoles. Se você pode ter simulações de líquidos e melhores simulações de roupas e ao invés de animações rígidas de corpos, ter corpos dinâmicos, com articulações flexíveis… pense sobre o tipo de jogabilidade que pode ser criada com a tecnologia permitindo.”

Certo, é legal saber que já estamos chegando no limite teorico dos consoles novamente, também, o 360 foi lançado em 2005, o PS3 e o Wii em 2006, já se vão aqui quase 6 anos desta geração atual e sabemos que chega um ponto no qual, graficamente falando, o limite das gpu‘s pode chegar ao seu ápice. Agora, convenhamos, dizer que os consoles da atual geração estão limitando a criação de mundos, histórias e jogos, é uma verdadeira asneira.

A VOLTA NO TEMPO.

Lembro-me bem do tempo do Atari – não sou um jogador tão antigo assim -, onde a única limitação do jogo era a sabedoria do programador – que, vez ou outra era apenas um cara fazendo o jogo inteiro -, em torno da linguagem que o sistema usava para rodar os seus jogos e, convenhamos, o Atari era bem limitado, mas, ainda assim, trouxe vários clássicos inesqueciveis para as salas de muitos jogadores. Claro que muitos jogos não tinham história, mas enredo para que? O importante era a diversão. Ainda assim tinhamos vários jogos que nos prendiam a tal ponto que passavamos horas e horas jogando, como foi o caso, para mim, de Enduro, o bisavó do Gran Turismo.

Quem diz que precisa de um computador mais potente, levando em conta que um videogame é um computador, é porque nunca deve ter trabalho nos tempos da Era de Ouro dos consoles e, tão pouco, ter jogado os games da mesma época. Não sei exatamente quem é este cara, na verdade, nunca tinha ouvido falar da empresa dele e, então, fui no Wikipedia para saber mais a respeito.

Will Rock – PC (2003)
TimeShift – PC, PS3, X360 (2007)
Battle: Los Angeles (through Live Action Studios) – PSN, XBLA, PC (2011)
Halo: Combat Evolved Anniversary – X360 (2011)
Inversion – PC, PS3, X360 (2012)

Basicamente só programaram jogos da atual geração, então o carinha não tem lá muito respaldo. Se fosse, pelo menos, um Yu Suzuki, que falou a seguinte coisa sobre o Saturno “Uma única CPU rápida seria melhor. Eu não acho que todos os programadores tem a habilidade de programar com duas CPU’s – a grande maioria só consegue pegar 1+1/2 da velocidade completa de um único processador SH-2. Eu acredito que um a cada cem programadores são bons o bastante toda essa velocidade [quase o dobro] do Saturno“, onde ele critica a arquitetura do Saturno, mas vê como o console tem um grande potencial; um Hideo Kojima ou um Miyamoto, eu até daria o braço a torcer, mas como nenhum destes grandes caras da área de jogos, até o presente momento, estão gritando aos plenos pulmões que a atual geração morreu, não temos com o que se preocupar. Depois de ver a lista de jogos desta empresa, pergunto, será que jogaram Super Pitfall? Sonic? Vectorman? Donkey Kong Country? Contra: Hard Corps? Alex Kidd? Super Mario? Algum console das antigas gerações?

O ÚNICO LIMITE É A IMAGINAÇÃO

Não importa em que sistema você esteja trabalhando, como o título acima, o único limite é a imaginação, pois, se o jogo é bom o bastante, o gamer vai produzir o resto do jogo na sua mente. Quem nunca imaginou – e foi ajudado pelo desenho do Mario da Globo – como e porque diabos o Mario e o Luigi foram parar no reino dos cogumelos? Ou quando e porque o Sonic é o heroí do seu mundo? E saber como o Arnold Schazenegui – não vou escrever o nome certo, nem vou copiar do wikipedia – e o Rambo se encontraram em Contra? Enfim, a questão é o limite teorico dos consoles, mas sim como envolver os jogadores nos seus games.

A mágica para envolver as pessoas, em geral, em suas obras requerem um truque singular de saber o que elas querem e saber o que você quer passar. Descrever O Fantástico Mundo de Bob e fazer com que a pessoa seja envolvido completamente na narrativa da história, ou na falta dela, e se sentir no meio desta. É por isto que vemos muitos filmes que nos mostram efeitos especiais e visuais magnificos, mas falham completamente em envolver o espectador, livros com um quão sem número de páginas que acabam definhando nas prateleiras das livrarias por serem considerados densos demais ou obtusos demais, e assim vai para todos os produtos da cultura atual que existem por aí.

A atual preocupação de gráficos e gráficos, não era uma coisa preocupante na época do NES-Master-Mega-Super, claro, todo mundo queria mostrar o que aquele console era capaz de fazer, mas, tenho de dizer que a maior preocupação era com os jogadores. É importante não ser um Graphic-Whore e sim se importar mais com os jogadores. É não se deixar limitar pela tecnologia atual, mas, apenas, pela própria imaginação. E vocês? Preferem jogos lindos ou uma narrativa/jogabilidade envolvente? Ou lindos mundos com gráficos exuberantes sem nenhum conteúdo?

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