Que inspetor Clouseau, que nada!

Um belo dia minha mãe foi ao Paraguai, e adivinhem se não voltou com novos cartuchos pra viciadinha aqui. Ela trouxe uns três títulos, e entre eles havia uma caixa onde no encarte se lia Tinhead. Olhei e fiquei com cara de “tantofaz” pra ele… até abrir a caixa. Dentro tinha outro cartucho, que não o que dizia no encarte. No lugar do tal Tinhead (que nunca joguei, aliás XD) tinha Pink Goes to Hollywood, simplesmente com um dos personagens de desenho que eu mais gostava, a danada da Pantera Cor de Rosa! =D

Tudo cor de rosa na tela de abertura! =)

Tudo cor de rosa na tela de abertura! =)

Quando eu vi que era um jogo da Pantera (bendito vendedor paraguaio que mandou o jogo trocado) ganhei o dia, e assim ficaria até jogar a primeira partida. Bastaram 5 minutos de jogo para eu perceber que aquilo não ia ser fácil. A jogabilidade do Pink Goes to Hollywood é terrível! A Pantera pula de um jeito miserável, muito alto e com pouco alcance, o que te faz perder de vista o alvo onde queria cair na volta, e acabava sempre caindo no lugar errado. Pra correr tem que apertar “frente” duas vezes, e dependendo de onde se está, não há espaço pra fazer isso.

Aliás, cair é uma constante nesse jogo, a programação foi feita de tal forma que, mesmo você não tendo chegado realmente a uma borda, você caía mesmo assim. Era o mal da borda fantasma. Isso acontecia na hora de pular de um lugar para o outro, ou você errava o momento do salto (tinha que ser um pouco antes) ou errava a aterrissagem (tinha que cair depois da beira). E todas as fases envolvem saltar pelos objetos, ou seja, um martírio. Era o jogo em que mais rolava a frase “mas esse boneco não me obedece!” :(

E lá se vai ela... >.<

E lá se vai ela… >.<

Graficamente o jogo não é mal. Gosto do personagem da Pantera, ela é nítida, tem movimentos amplos (movimentação e jogabilidade não é a mesma coisa, ainda bem) e bem característicos. Quando a Pantera morre surge um gancho, como se via em muitos desenhos, que vinha puxar ela pra fora da tela. Foi uma forma interessante de suavizar a perda das vidas, que acontecia com bastante frequência por causa dos probleminhas de jogabilidade. Outra coisa legal era ficar com a Pantera parada por um tempo, ela tinha um movimento automático, e já comentei que adoro quando os personagens os têm, ela gira o rabo na mão, como se fosse uma corda. Fica mais divertido ver os personagens assim. ^^

O show acabou, Pantera!

O show acabou, Pantera!

Spin the tail. =D

Spin the tail. =D

A arma da dona Pantera é uma pistola que dispara uma luva de boxe num tipo de mola. A arma é totalmente frustrante. Como ela vai e volta, caso tenha um inimigo em cima de você, fica muito difícil acertar o maldito. Pior ainda quando o inimigo precisa de dois golpes pra morrer, ai é de chorar. 😄

Toma essa, esquilo mala!

Toma essa, esquilo mala!

O jogo não tem chefes, e nem precisava mesmo com tantas dificuldades. Mas os inimigos são bacanas, todos eles são bizarros e bem definidos, alguns são bem engraçados até. Adoro as árvores monstro na fase dos filmes de terror. Tudo é bem cartunesco e é desenhado assim durante todo o jogo. Falando nas fazes de gêneros de filmes, nunca entendi a moral da fase dentro do frango! Tipo, WTF??? A Pantera entra num frango, e que tipo de filme é pra ser isso? 😄 E pior é andar dentro da geladeira pra chegar no frango, é o ápice do nonsense, aspargos voadores, almôndegas saltitantes… vixe, sem comentários.

Dooooorgas...

Dooooorgas…

 

O pior é que, apesar de tudo isso, eu curtia Pink Goes to Hollywood só por causa dela, da dona Pantera. Joguei milhões de vezes até me acostumar com o pulo nada a ver que ela tinha, as bordas fantasmas, a corrida nada precisa que ela fazia, por que eu gostava dela como personagem. Eu ria das caretas e dos barulhos que ela fazia, ria mais ainda quando acertava os inimigos esquisitos com a luva de boxe retrátil, pois o barulho de pancada quando acertava era bem engraçado. Para mim, valia à pena matar tempo jogando com a Pantera, pois no final das contas, aquela jogabilidade medonha era um desafio e me incentivava a jogar mais, e como eu sempre fui muito teimosa, continuava jogando, tanto que virei o jogo, não sem sacrifício, e me diverti muito fazendo isso.

Pink Goes to Hollywood pode não ser um clássico, mas foi um dos títulos que mais joguei, justamente porque a dona Pantera me desafiava, e eu aceitava o desafio sempre, e acabava me divertindo com ela. :D

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