Cabeça Velociraptor, pança de Alan Grant!

Um dos jogos que ganhei e perdi horas e horas de minha infância avançando pelas fases foi Jurassic Park, o primeirão do Mega, onde você podia escolher jogar com o Dr. Grant ou com o Velociraptor. Esses personagens, vindos diretamente do filme (e o filme, diga-se de passagem, viciou uma infinidade de crianças em dinossauros), tinha bastante apelo. De modo geral, ambos têm uma boa movimentação e são bem caracterizados. Escolhendo um ou outro, o início, as fases e o final do jogo são diferentes.

T-Rex no melhor estilo “Leão da Metro”, quem não lembra? XD

T-Rex no melhor estilo “Leão da Metro”, quem não lembra? XD

Mas a principal diferença, e a que eu achava mais legal, eram as estratégias necessárias pra avançar com cada um dos personagens. Ao escolher o Raptor, era tudo força bruta. Para matar os Dilofossauros (aqueles que cospem veneno e abrem uma pele do pescoço) era preciso esquivar do veneno e conseguir acertar o tinhoso, se fosse usar a tática de cair em cima dele, era bom acertar ele de primeira, porque de perto o Dilofossauro era um saco de matar. O mesmo se aplica aos Compsognatos (pequenininhos e verdes que apareciam volta e meia), caso ele decidisse te atacar, primeiro ia parecer muito engraçado, mas se um deles chegasse perto o suficiente, ele ficava pulando em você a aos poucos a energia ia se esvaindo, e como é muito pequeno, você ficava girando, tentando chutar ou morder, e ele escapava várias vezes antes de ser atingido. O bom era pegar eles de surpresa e devorá-los! Assim ao menos se recuperava energia, ou encontrando uns pernis muito gostosinhos pelo caminho. Rá! XD

Die, Dilofossauro, DIE!!!

Die, Dilofossauro, DIE!!!

O Raptor tem uns movimentos muito bacanas. O Super pulo ajudava a chegar a áreas mais altas e descobrir itens, chutar e morder eram praxe e o comando ▼+Pulo era de grande utilidade para saltar sobre a água e literalmente “cair matando”. Eu perdia um tempão fazendo o Raptor comer todos os Compsognatos (era engraçado), ou desviando dos mísseis e atacando os homens do parque. Dar bicudos nos Dilofossauros também era um bom passa tempo enquanto ia passando as fases.

Saltar nos Compsognatos às vezes é bem mais fácil.

Saltar nos Compsognatos às vezes é bem mais fácil.

Já o Dr. Grant, esse cara tinha lá seus problemas. Pra começar, o pulo dele era muito estranho. Pelo menos eu acho estranho, pois quando você pula com o Grant ele cobre uma distância bizarra, pois ele vai muito mais longe do que você calcula, e isso sempre resulta em tombos toscos e quedas onde não devia. Sério, isso me irritava muito. O gráfico do Grant não é tão legal quanto o do Raptor, claro, na verdade a maioria dos personagens humanos nesses jogos não era muito definido, mas ele usava um lenço vermelho no pescoço no filme, e o lenço não existe no jogo. Eu sou chata com detalhes, e lembro de reparar nisso e ficar chateada pois o lenço é uma característica do Grant, um elemento que identifica. Tipo, puxa vida, custava colocar uns pixels a mais ali e colocar o lenço? Mas enfim, nada de lenço.

Usa o pulo maluco do Grant agora! Usa que eu quero ver! XD

Usa o pulo maluco do Grant agora! Usa que eu quero ver! XD

O Grant meio que automaticamente era uma forma mais “hard”, na minha opinião, de jogar Jurassic Park, afinal, ele depende única e exclusivamente das armas para se defender, não tem força sobre humana e o seu “pulo estranho” exige que você se adapte bem a ele antes de jogar pra valer. A fases quando se joga com o Grant são um pouco mais ricas do que quando se joga com o Raptor, fora a coisa mais “afudê” de se jogar com o Grant, que é passar pelo T-Rex em determinada altura do jogo. Era o máximo ficar incomodando o lagartão naquela parte, não dava vontade de ir embora, e eu sempre pensava: “Ah meu, tinha que ter como jogar com o T-Rex, nem que fosse uma fase bônus, só pra ter o prazer de pisar em tudo e em todos!”. XD Uma das fases que achava mais complicada era a dos rios, onde você vai de bote pelos cenários, e tem que achar não só munição como combustível pra porcaria do bote, senão fica a deriva e “adiós muchacho”, e tem um T-Rex nessa fase também. Rá! Os “gritinhos” do Grant eram outra coisa divertida. Acho que eu só não ficava mais zangada quando ele era atingido ou morria por causa dos sons dele. Era um tal de “urrrgghh” quando tomava umas porradas e “aaahhhhhhgg” quando morria que eu dava risada! O Raptor fazia sons bem diferentes dos do filme (não que o Grant fizesse sons idênticos, longe disso), o que eu achei meio sem graça, pois os efeitos sonoros do Raptor no filme eram demais e eu meio que esperava ouvir os mesmos no jogo.

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Tanto o Grant quanto o Raptor tinham movimentos programados para quando ficavam muito tempo parados na tela. Eu acho um barato personagens que tem esses movimentos, eles se tornam muito mais carismáticos. O Grant fazia um movimento com os braços tipo “Qual é? Anda logo!”, e o Raptor tinha vários movimentos, ele se coçava, olhava para a tela mexendo a boca, fazia “agachamento”, era irado. Hehehe

No fim das contas, o Raptor foi o maior motivo de eu gostar tanto desse jogo. Muitos outros jogos tinham um personagem humano que saia atirando em tudo, mas antes desse não tinha visto nenhum onde o personagem era um dinossauro! Tipo era o “simulador de Dino” da época. O grande apelo do jogo.

Jogar com ambos era muito válido, tanto pela diferença entre as fases, os começos e fins diferentes, a dificuldade de cada um, as armas e estratégias distintas, tudo isso fazia destes dois personagens muito atraentes, e para mim, eram o que estimulava a galera a jogar. Sempre vou ter boas lembranças do Dr. Grant e do Raptor pelas terras do Jurassic Park.

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